Há hotéis que trazem consigo épocas passadas e farrapos da história. Dão uma atmosfera, a ideia de outra vida, e essa viagem-na-viagem faz esquecer algumas das comodidades das cadeias internacionais. O hotel Gran Bolivar é um marco histórico em Lima. Foi construído para receber os notáveis que, em 1924, viriam festejar os 100 anos do desfecho vitorioso da batalha de Ayacucho, que deu a libertação do Peru do rei de Espanha.
Num dos lados da Plaza San Martin, ela própria também construída para a comemoração, o edifício é imponente, mas mantém uma certa simplicidade nas linhas clássicas e simétricas. A cúpula do átrio de entrada, em vidros coloridos, é uma das imagens dessa época, e é fácil imaginar os cavalheiros e senhoras a conversar neste espaço circular, de vez em quando lançando um olhar apreciativo para cima.
Pouco deve ter mudado. Na enorme recepção, o ar retro é acentuado por um Ford T1920,. O mobiliário mantém-se. E por aqui passaram famosos, Clark Gable e Cantinflas, Hemingway e talvez Neruda tenha aqui escrito um poema.Mas é certo que esta entrada no blog foi mesmo escrita aqui, no quarto 324, ao fim de uma tarde de passeio pelo centro histórico.
segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Viagem em salpicos (a seguir a Viagem falhada) Spot travel (following Failed travel)
Spot travel
Há viagens que se desenvolvem aos saltos, com paragens diversas de oportunidade ou decisao momentáneas, sem fio condutor temático, geográfico ou programático. Fica delas uma amálgama heterogénea em que se fundem paisagens, estilos arquitetónicos, ruínas arqueológicas, cidades e praças. Sao salpicos de realidades, pontos espalhados num mapa.
Vejamos:
- A cidade árabe e medieval de Cuenca, encarrapitada num morro íngreme na confluência de dois ríos
- Uma praça rectangular no começo da noite na baixa de Girona
- Em Génova, o porto antigo, a cidade armadora e de comerciantes, de palácios renascentistas e barrocos
- Uma estrada serpenteando na costa, até à enseada de Portofino, um cais baixo de Mediterrâneo com restaurantes e lojas, grandes lanchas encostadas, alguns veleiros fundeados
- O largo de Garda, entre montanhas, a lembrar vilegiaturas burguesas
- Verona, a renascença de praças e palácios, Romeu e Julieta, a exposiçao ocasional das fotografías de Robert Capa
- Avignon, o palacio gótico dos papas e a ponte sob grande ventania
- St Maries de la Mer, no fim do dia, com as santas já encerradas na sua igreja fortificada, a praia de areia a completar a história e a lembrar um passado de celebraçoes gitanes
- Barcelona, uma revisitaçao da Sagrada Família, com o interior agora já sem obras e com o recente revestimento de cortiça, e a igreja gótica de Santa Maria de la Mar, esta uma romaria literária
- O delta do Ebro, um triângulo plano de arrozais dourados a perder de vista, entrecortados por braços do rio e um sistema complexo de canais, praia baixa de terra alagada
E o que mais aí vier …
Failed travel
Uma viagem salpicada pode resultar de uma viagem falhada. Prepara-se o circuito, a correr uma regiao ainda náo visitada. Lê-se a informaçao, escolhe-se a volta (mais ou menos, deixando espaço para o imprevisto e tempos de refúgio de slow travel). Carrega-se o imaginário de farrapos de fotografías já vistas e de protoemoçoes imaginadas.
Chega-se ao balcao do check in. ”Náo constam das listas, diz a menina, nao há vestígios dos vossos nomes, nem de ida nem de vinda”. O mesmo diz a empresa, que pelos vistos nao deu seguimento a uma reserva aceite. Na hora nao há vôos, ou sao custos exorbitantes.
Vamos portanto depender de nós, sentamo-nos no carro (nem se desfazem as malas!) e por aí se vai…
(escrito em l’Ampolla, delta do Ebro, Espanha, a 3 de Setembro de 2012)
Há viagens que se desenvolvem aos saltos, com paragens diversas de oportunidade ou decisao momentáneas, sem fio condutor temático, geográfico ou programático. Fica delas uma amálgama heterogénea em que se fundem paisagens, estilos arquitetónicos, ruínas arqueológicas, cidades e praças. Sao salpicos de realidades, pontos espalhados num mapa.
Vejamos:
- A cidade árabe e medieval de Cuenca, encarrapitada num morro íngreme na confluência de dois ríos
- Uma praça rectangular no começo da noite na baixa de Girona
- Em Génova, o porto antigo, a cidade armadora e de comerciantes, de palácios renascentistas e barrocos
- Uma estrada serpenteando na costa, até à enseada de Portofino, um cais baixo de Mediterrâneo com restaurantes e lojas, grandes lanchas encostadas, alguns veleiros fundeados
- O largo de Garda, entre montanhas, a lembrar vilegiaturas burguesas
- Verona, a renascença de praças e palácios, Romeu e Julieta, a exposiçao ocasional das fotografías de Robert Capa
- Avignon, o palacio gótico dos papas e a ponte sob grande ventania
- St Maries de la Mer, no fim do dia, com as santas já encerradas na sua igreja fortificada, a praia de areia a completar a história e a lembrar um passado de celebraçoes gitanes
- Barcelona, uma revisitaçao da Sagrada Família, com o interior agora já sem obras e com o recente revestimento de cortiça, e a igreja gótica de Santa Maria de la Mar, esta uma romaria literária
- O delta do Ebro, um triângulo plano de arrozais dourados a perder de vista, entrecortados por braços do rio e um sistema complexo de canais, praia baixa de terra alagada
E o que mais aí vier …
Failed travel
Uma viagem salpicada pode resultar de uma viagem falhada. Prepara-se o circuito, a correr uma regiao ainda náo visitada. Lê-se a informaçao, escolhe-se a volta (mais ou menos, deixando espaço para o imprevisto e tempos de refúgio de slow travel). Carrega-se o imaginário de farrapos de fotografías já vistas e de protoemoçoes imaginadas.
Chega-se ao balcao do check in. ”Náo constam das listas, diz a menina, nao há vestígios dos vossos nomes, nem de ida nem de vinda”. O mesmo diz a empresa, que pelos vistos nao deu seguimento a uma reserva aceite. Na hora nao há vôos, ou sao custos exorbitantes.
Vamos portanto depender de nós, sentamo-nos no carro (nem se desfazem as malas!) e por aí se vai…
(escrito em l’Ampolla, delta do Ebro, Espanha, a 3 de Setembro de 2012)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Paisagem urbana heteróclita: Trivandrum
Heteróclito (adj.): que se desvia dos princípios da analogia gramatical ou das normas de arte; diz-se do que é excêntrico, singular, fora do comum: do grego ετερόκλιτος (heteróklitos) , pelo latim heteroclitus.
Tenho um amigo – aliás bom escrevente, conhecedor de significados e defensor da grafia do seu tempo de escola - que acha esta palavra difícil e o seu uso até pedante. Por isso aqui fica o esclarecimento, pois quase tudo é heteróclito nas cidades do oriente.
Trivandrum, no estado indiano de Kerala é um exemplo. A cidade é atravessada por uma avenida larga de múltiplas faixas mas para os lados multiplicam-se ruas de todos os tamanhos, desde vielas em que só cabe uma pessoa a caminhos largos com árvores.
O trânsito é verdadeiramente heteróclito, numa amálgama sem regras de peões, bicicletas, motos, tuk-tuks, carros e camionetas, que se misturam e movem aparentemente sem drama, tendo um concerto de buzinadelas preventivas como banda sonora. Não esquecendo os cães, cabras e vacas. Atravessar ruas e cruzamentos é um desafio de oportunidade!

Os edifícios sobressaem, de todos os tamanhos, de todos os feitios, e em múltiplos estados de conservação desde os inacabados às ruínas, dos espelhados aos que vêm de outros tempos. Letreiros por todo o lado, em misturas de cores – embora predominem os vermelhos e os amarelos – e de conteúdos. Anunciam-se computadores, jeans, cursos superiores, roupas e telemóveis. As lojas abrem-se para a rua, e nos passeios ou nas bermas passa-se da venda de frutas aos saris e aos electrodomésticos. Cozinha-se,come-se ou está-se apenas. Nos vazios acumula-se o lixo, onde os plásticos dominam.


E às vezes uma jóia: um palácio do tempo dos marajás, edifícios vitorianos da administração britânica, a biblioteca universitária rodeada de verde, em pequenos oásis de harmonia. Por vezes um templo. E nesse sítio parece fazer-se silêncio e o mundo para num recolhimento sentido de contacto com outra dimensão.
Tenho um amigo – aliás bom escrevente, conhecedor de significados e defensor da grafia do seu tempo de escola - que acha esta palavra difícil e o seu uso até pedante. Por isso aqui fica o esclarecimento, pois quase tudo é heteróclito nas cidades do oriente.
Trivandrum, no estado indiano de Kerala é um exemplo. A cidade é atravessada por uma avenida larga de múltiplas faixas mas para os lados multiplicam-se ruas de todos os tamanhos, desde vielas em que só cabe uma pessoa a caminhos largos com árvores.
O trânsito é verdadeiramente heteróclito, numa amálgama sem regras de peões, bicicletas, motos, tuk-tuks, carros e camionetas, que se misturam e movem aparentemente sem drama, tendo um concerto de buzinadelas preventivas como banda sonora. Não esquecendo os cães, cabras e vacas. Atravessar ruas e cruzamentos é um desafio de oportunidade!

Os edifícios sobressaem, de todos os tamanhos, de todos os feitios, e em múltiplos estados de conservação desde os inacabados às ruínas, dos espelhados aos que vêm de outros tempos. Letreiros por todo o lado, em misturas de cores – embora predominem os vermelhos e os amarelos – e de conteúdos. Anunciam-se computadores, jeans, cursos superiores, roupas e telemóveis. As lojas abrem-se para a rua, e nos passeios ou nas bermas passa-se da venda de frutas aos saris e aos electrodomésticos. Cozinha-se,come-se ou está-se apenas. Nos vazios acumula-se o lixo, onde os plásticos dominam.


E às vezes uma jóia: um palácio do tempo dos marajás, edifícios vitorianos da administração britânica, a biblioteca universitária rodeada de verde, em pequenos oásis de harmonia. Por vezes um templo. E nesse sítio parece fazer-se silêncio e o mundo para num recolhimento sentido de contacto com outra dimensão.
Travel light
Viajar leve, será este o meu próximo conceito.
Precisa-se de muito pouco, na realidade. E no balanço de vantagens e desvantagens, os inconvenientes das bagagens “de porão” na limitação ao movimento e à espontaneidade de decisões menos convencionais em muito ultrapassam o eventual conforto de ter “as nossas coisinhas todas” e, se calhar, que regressam intocadas.
Vou fazer a tentativa de viajar com pouco. Entra-se e sai-se dos aviões, pode-se apanhar comboio e autocarro, saltar num sítio e caminhar à procura de poiso, alterar planos ou ir sem planos. Será preciso alguma logística e escolher bem o que couber num volume cabin-size. Agora com um requisito adicional: secar rápido! Será mais fácil para destinos quentes, pois camisolas, anoraks e botas são volumosos. Mas se se conseguir passar a barreira da “só-uma-bagagem-de-mão” no avião, depois ficam vestidas… E dizem os viajantes a tempo inteiro que a opção de compra em cada destino é muito sensata.
O que despoletou a reflexão? Uma viagem atribulada, aviões perdidos, malas desaparecidas e sobrevivência durante quatro dias sem nada, incluindo uma apresentação em congresso com um pólo comprado apressadamente! Em Trivandrum, Kerala, no sul da Índia.
Precisa-se de muito pouco, na realidade. E no balanço de vantagens e desvantagens, os inconvenientes das bagagens “de porão” na limitação ao movimento e à espontaneidade de decisões menos convencionais em muito ultrapassam o eventual conforto de ter “as nossas coisinhas todas” e, se calhar, que regressam intocadas.
Vou fazer a tentativa de viajar com pouco. Entra-se e sai-se dos aviões, pode-se apanhar comboio e autocarro, saltar num sítio e caminhar à procura de poiso, alterar planos ou ir sem planos. Será preciso alguma logística e escolher bem o que couber num volume cabin-size. Agora com um requisito adicional: secar rápido! Será mais fácil para destinos quentes, pois camisolas, anoraks e botas são volumosos. Mas se se conseguir passar a barreira da “só-uma-bagagem-de-mão” no avião, depois ficam vestidas… E dizem os viajantes a tempo inteiro que a opção de compra em cada destino é muito sensata.
O que despoletou a reflexão? Uma viagem atribulada, aviões perdidos, malas desaparecidas e sobrevivência durante quatro dias sem nada, incluindo uma apresentação em congresso com um pólo comprado apressadamente! Em Trivandrum, Kerala, no sul da Índia.
sábado, 16 de abril de 2011
O passeio da tarde em Blatna
A menina vai pela mão. Passa pela ponte sobre o fosso, olha brevemente para a torre branca quadrada que se levanta bem alta, com um reticulado de traves negras na parte superior, passa as portas sob o pequeno túnel e entra no pátio do castelo, que atravessa em pequenos passos sem olhar as construções brancas e amarelas, bem renovadas, nem a alta ala final, escalavrada.
Ela já só vê o campo atrás, com pequenos bosquetes de carvalhos e outras árvores despidas, o chão atapetado de folhas secas e de uma erva verde acastanhada. Ela tem um encontro. Sai pelo portão, atravessa uma pequena ponte sobre o fosso, e não precisa de andar muito mais.
Um grupo de gamos aproxima-se. Várias fêmeas mostram o grafismo sugestivo do rabo, enquadradas por dois machos, maiores, de hastes floreadas, a controlar.
A menina dá-lhes comida. Ali ficam, a mãe e a menina, rodeadas pelos bichos neste encontro repetido.
Depois regressam, pelo mesmo caminho. À saída, no fosso, ainda atira as últimas migalhas a uns patos que também se aproximam.
Depois sobem, passam a estátua da Madona, viram para a porta sob a torre no topo da praça, atravessam o terreno atrás da igreja e desaparecem por um dos lados.


21 de Março de 2011
Ela já só vê o campo atrás, com pequenos bosquetes de carvalhos e outras árvores despidas, o chão atapetado de folhas secas e de uma erva verde acastanhada. Ela tem um encontro. Sai pelo portão, atravessa uma pequena ponte sobre o fosso, e não precisa de andar muito mais.
Um grupo de gamos aproxima-se. Várias fêmeas mostram o grafismo sugestivo do rabo, enquadradas por dois machos, maiores, de hastes floreadas, a controlar.
A menina dá-lhes comida. Ali ficam, a mãe e a menina, rodeadas pelos bichos neste encontro repetido.
Depois regressam, pelo mesmo caminho. À saída, no fosso, ainda atira as últimas migalhas a uns patos que também se aproximam.
Depois sobem, passam a estátua da Madona, viram para a porta sob a torre no topo da praça, atravessam o terreno atrás da igreja e desaparecem por um dos lados.


21 de Março de 2011
Fim de tarde medieval em Zvirkov
A albufeira de Orlik serpenteia entre as encostas arborizadas da Boémia ocidental. Neste fim de inverno ainda se vêem placas de gelo que quebram os reflexos das árvores na superfície plácida. Os pinheiros e os espruces fazem uma mancha escura nas faldas a toda a volta, mas nas partes mais baixas, junto à água, são sobretudo os castanhos dos troncos despidos das folhosas que sobressaem. Em alguns sítios, uma percepção de manchas avermelhadas indica já a emergência de novos gomos.

É aqui que se ergue, numa península estreita, um burgo medieval murado, com torre, igreja, casa senhorial e várias construções em pátios sucessivos. Mais uma vez parecia estar-se numa das histórias de princesas encerradas em torres e de cavaleiros valorosos. Estava uma luz suave de fim de tarde, não havia ninguém. No segundo pátio, um som de pancadas em madeira sobressaltou-me: quem estará preso a pedir libertação? Tratava-se de um operário a martelar o telhado na preparação da época de invasão das hordas de turistas.

21 de Março de 2011

É aqui que se ergue, numa península estreita, um burgo medieval murado, com torre, igreja, casa senhorial e várias construções em pátios sucessivos. Mais uma vez parecia estar-se numa das histórias de princesas encerradas em torres e de cavaleiros valorosos. Estava uma luz suave de fim de tarde, não havia ninguém. No segundo pátio, um som de pancadas em madeira sobressaltou-me: quem estará preso a pedir libertação? Tratava-se de um operário a martelar o telhado na preparação da época de invasão das hordas de turistas.

21 de Março de 2011
Águas românticas em Marienbad
Marianska Lanske é para nós a Marienbad do filme de Resnais, de quem já ninguém se lembra bem, e de impressões deixadas por leituras de uma época de damas e cavalheiros, aristocratas e intelectuais, e de uma Europa central poderosa.
Marienbad parece um pouco irreal, com ar de conto de fadas, nas suas casas românticas de cores pastel, ladeando parques de grandes árvores, agora despidas mas que se imaginam verdejantes. As colunatas, construídas em torno de uma nascente ou das suas fontes, ponto de encontro central da vida social, simbolizam a cidade e o seu propósito.
Tudo começou com as instalações termais, que abriram ao público em 1898, aproveitando várias nascentes de água com diferentes composição e, portanto, benéficas para maleitas várias de digestão, rins, circulação e diabetes, não esquecendo o stress. Por aqui passaram músicos, escritores, políticos, reis, czares e imperadores. Churchill ainda tem um bar com o seu nome.
Hoje, nesta época ainda antes de época, os visitantes eram principalmente seniores, com predominância feminina, que se viam a beber a água em pequenos goles. E parece tradição fazê-lo por uns jarros achatados com asa que é também o canudo de bebida, de gosto romântico muito popular.
Também bebi a água das várias fontes: uma mais ou menos insípida, outra com muito magnésio e salobra até ao enjoo, outra gasosa e com muito calcário. Esta até a repeti, depois de ter lido que é adequada contra a osteoporose!


20 de Março de 2011
Marienbad parece um pouco irreal, com ar de conto de fadas, nas suas casas românticas de cores pastel, ladeando parques de grandes árvores, agora despidas mas que se imaginam verdejantes. As colunatas, construídas em torno de uma nascente ou das suas fontes, ponto de encontro central da vida social, simbolizam a cidade e o seu propósito.
Tudo começou com as instalações termais, que abriram ao público em 1898, aproveitando várias nascentes de água com diferentes composição e, portanto, benéficas para maleitas várias de digestão, rins, circulação e diabetes, não esquecendo o stress. Por aqui passaram músicos, escritores, políticos, reis, czares e imperadores. Churchill ainda tem um bar com o seu nome.
Hoje, nesta época ainda antes de época, os visitantes eram principalmente seniores, com predominância feminina, que se viam a beber a água em pequenos goles. E parece tradição fazê-lo por uns jarros achatados com asa que é também o canudo de bebida, de gosto romântico muito popular.
Também bebi a água das várias fontes: uma mais ou menos insípida, outra com muito magnésio e salobra até ao enjoo, outra gasosa e com muito calcário. Esta até a repeti, depois de ter lido que é adequada contra a osteoporose!


20 de Março de 2011
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