Um ponto alto de qualquer viagem é a gastronomia. Que aqui também está a ser, tanto mais que um de nós não salta refeições nem admite sanduíches e picnics. Para quem está de dieta é duro e as prevaricações têm tido alguma frequência. Ele é bife de
chorizo e de
lomo e
cordero patagónico. Mais para a costa,
centolla e
rabas fritas (chocos). Marcou-me especialmente um molho vermelho, agridoce, de bagas de calafate (um arbusto espinhudo) temperando um cordeiro delicioso que foi acompanhado por uma cerveja artesanal, de sabor ligeiramente frutado.
Todos os restaurantes e cafés são simpáticos: em Puerto Madryn, em Ushuaia e agora, aqui, em El Calafate. E até se ganham hábitos: em Ushuaia o café é no El Griego, em El Calafate no Casablanca.
Ah, e os vinhos! Esta parte é trabalho. Trata-se de uma amostragem de rolhas. Resultado preliminar: sempre de óptima qualidade, sem dúvida de origem portuguesa, embora uma vez tivéssemos uma de plástico. Em termos de castas, as nossas preferências têm ido para a Malbec embora a combinação de hoje, Malbec-Merlot tenha sido também apreciada, como se vê pelo registo à porta do “La vaca atada”.
Será que as caminhadas vão equilibrar os desvarios gastronómicos?
El Calafate, Hotel Tehuel, 21-01-2010
HP